O Centro Pinus publicou a 11.ª edição dos ‘Indicadores da Fileira do Pinho’, uma publicação anual que reúne e sistematiza os principais dados florestais, industriais, económicos e sociais do setor em Portugal, apresentando o retrato da fileira em 2025.
Entre os indicadores florestais, destaca-se a certificação de 6,5 milhões de plantas de pinheiro-bravo na campanha de 2024/2025, menos 40% do que na campanha anterior. Esta quantidade corresponde a uma área potencial de plantação de 5206 hectares na época de 2025/2026.
O número de agrupamentos de baldios aumentou de 19 para 48 em 2025, o que representa um crescimento de 153%. A área abrangida por estas estruturas aumentou 58%, para 186 218 hectares, um valor que reforça a organização e a gestão conjunta destes territórios comunitários, nos quais o pinhal-bravo tem uma presença relevante.
O ano ficou também marcado por uma época de incêndios particularmente severa. Em Portugal continental arderam 270.695 hectares, dos quais 22% correspondiam a áreas de pinheiro-bravo.
A indústria consumiu 3,27 milhões de metros cúbicos de madeira de pinho sem casca em 2025, menos 5% do que no ano anterior. A produção industrial de madeira serrada diminuiu igualmente 5%, enquanto a produção de aglomerado de partículas aumentou 2%.
O Valor Acrescentado Bruto (VAB) da fileira do pinho alcançou 1.890 milhões de euros, o equivalente a um crescimento de 2% face ao ano anterior. Este indicador refere-se a dados económicos de 2024, os mais recentes disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), e representa 60% do VAB das indústrias florestais.
A nova edição dos ‘Indicadores da Fileira do Pinho’ reúne mais de 22 indicadores e constitui uma ferramenta de referência para acompanhar a evolução do setor, apoiando empresas, proprietários, investigadores e decisores públicos na compreensão das principais tendências da atividade.
A publicação permite ainda conhecer indicadores como o preço médio da aquisição de madeira em pé nas hastas públicas do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e o preço médio da resina nacional à entrada da fábrica.
