A agricultura nacional enfrenta um momento decisivo. À pressão crescente sobre os recursos hídricos e o aumento do preço dos custos de produção somam-se a necessidade de reforçar a competitividade, a adaptação às alterações climáticas, a renovação geracional, a digitalização das explorações e a criação de condições para que a tecnologia chegue efetivamente ao terreno. É neste contexto que a Agriterra apresenta uma edição centrada nos desafios e nas oportunidades que marcarão o futuro do setor.
A Feira Nacional de Agricultura voltou a afirmar-se como o principal ponto de encontro dos profissionais da fileira e, nesta edição, ouvimos o secretário-geral da CAP, numa entrevista em que analisa as prioridades da produção agrícola, das políticas públicas à competitividade das explorações, passando pelo papel determinante da inovação e do investimento. A não perder. A reportagem dedicada aos expositores da FNA 26 mostra, por sua vez, um setor dinâmico, onde empresas e produtores apresentam soluções tecnológicas, equipamentos e serviços orientados para uma agricultura mais eficiente e sustentável. Em paralelo, a Conferência Técnica da Vinha, organizada pela Agriterra, reuniu especialistas para debater temas incontornáveis, da gestão da escassez de água à inteligência artificial, evidenciando que a vitivinicultura do futuro dependerá da capacidade de integrar conhecimento, tecnologia e sustentabilidade.
Ainda neste último número antes das férias, o dossier ‘Regadio e Rega Sustentável’ aprofunda uma das questões mais estratégicas para a agricultura portuguesa. Da modernização das infraestruturas à eficiência na utilização da água, passando pelas novas tecnologias de rega, pela digitalização e pela gestão inteligente dos recursos, os artigos que preparámos para o leitor demonstram que produzir mais com menos água deixou de ser um objetivo para se tornar uma exigência. Em destaque, o artigo assinado pelo presidente da FENAREG, que enquadra os desafios do regadio nacional e sublinha a sua importância para a segurança alimentar, a coesão territorial e a adaptação às alterações climáticas. Nesta edição leia ainda um dossier dedicado ao ‘Mercado Hortofrutícola’, onde são analisadas as principais tendências de produção, exportação e inovação. Entre os vários contributos, é de assinalar a análise da secretária-geral do COTHN, que oferece uma leitura aprofundada da evolução do setor, reforçando a necessidade de apostar na diferenciação, na eficiência e na criação de valor ao longo de toda a cadeia.
Boas férias e boa leitura.
