A Granvinhos inaugurou oficialmente, no dia 26 de junho, a Adega do Cedro, em Godim, no concelho do Peso da Régua, num investimento de 27 milhões de euros, dos quais cerca de 19% foram comparticipados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A nova unidade, apresentada como a ‘Adega do Futuro’, é o maior investimento realizado pelo grupo e destina-se à vinificação de vinhos do Douro e do Porto.
Com capacidade instalada para processar 8 mil toneladas de uvas, a adega recebe produção de cerca de 800 viticultores da Região Demarcada do Douro. Segundo a empresa, o projeto integra tecnologia de ponta e elevados níveis de automatização e integração de processos, com o objetivo de aumentar a segurança operacional, reduzir a dependência de mão de obra e melhorar a eficiência produtiva.
Entre as principais características da unidade destacam-se a reutilização de 50% das águas residuais, uma central de energia fotovoltaica e equipamentos eficientes que permitem reduzir até 40% das necessidades energéticas da adega. Estas medidas enquadram-se nos objetivos da Agenda Vine & Wine Portugal do PRR, liderada pela Granvinhos, que visa promover a transição energética, climática e digital da fileira da vinha e do vinho.
A empresa refere ainda que a adega incorpora inovação em todas as fases do processo produtivo, procurando obter ganhos qualitativos e ambientais.
O projeto arquitetónico foi desenvolvido por Alexandre Burmester. Tratando-se de uma unidade industrial de grande dimensão, as opções de desenho e construção tiveram em conta critérios funcionais, estéticos e de integração paisagística, em consonância com a preservação da paisagem cultural do Alto Douro Vinhateiro, classificada como Património Mundial.
A inauguração contou com a presença do ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, bem como do presidente e diretor-geral do grupo francês La Martiniquaise-Bardinet, Jean Pierre Cayard, acompanhado pela família.
