No âmbito do Diálogo de Alto Nível sobre Fertilizantes – que integrou representantes dos agricultores, líderes da indústria de fertilizantes e outros agentes —, foram discutidos os desafios críticos relativos à disponibilidade, acessibilidade de preços e produção e utilização sustentáveis de fertilizantes. De acordo com o comunicado enviado à agência Lusa, “num contexto marcado pela volatilidade persistente dos preços e por perturbações geopolíticas, os participantes discutiram formas de apoiar a competitividade dos agricultores, fortalecer a indústria de fertilizantes da União Europeia (UE) e reduzir as dependências estratégicas de importações de fertilizantes e matérias-primas essenciais, mantendo, simultaneamente, a ambição climática e ambiental”.
O debate centrou-se em três prioridades fundamentais: o apoio aos agricultores no acesso a fertilizantes acessíveis e de baixo teor de carbono; a melhoria da eficiência dos adubos; e o fomento da produção de fertilizantes na União Europeia (UE).
Os resultados destas discussões irão contribuir para o Plano de Ação para os Fertilizantes, cuja adoção está prevista para as próximas semanas pelo executivo comunitário. Este plano incluirá tanto ações de curto prazo como medidas estruturais de longo prazo destinadas a melhorar a disponibilidade e a reduzir o preço dos fertilizantes para os agricultores e para a produção alimentar, adianta ainda a Lusa.
O reforço da autonomia estratégica e a resiliência da UE através do fortalecimento da produção interna e da redução de dependências, e a aceleração da transição para fertilizantes descarbonizados, circulares e com baixa dependência de combustíveis fósseis deverão também ser abordados no plano de ação, lê-se na nota enviada pela CE.

