O ano agrícola nacional arrancou da pior forma possível, com as violentas tempestades e cheias que assolaram o país a provocarem prejuízos de muitos milhões de euros em centenas de explorações agrícolas, devido à destruição de culturas, equipamentos e infraestruturas. Numa altura em que os agricultores recuperam ainda dos incêndios de 2025, que também devastaram instalações agrícolas e milhares de hectares de área florestal, a reconstrução profunda a que as tempestades obrigam – e para a qual os apoios diretos e imediatos disponibilizados pelo Governo se revelam manifestamente insuficientes, segundo a grande maioria das entidades representativas do setor -, vem agravar de forma preocupante os muitos desafios que já se avizinhavam para o setor, com destaque para as novas regras da PAC, com a esperada renacionalização dos fundos e a previsível redução orçamental em 20%.
Na primeira edição de 2026 da Agriterra, apresentamos, em exclusivo, uma Grande Reportagem com a perspetiva dos dirigentes máximos das principais confederações e associações setoriais sobre a atual conjuntura na agricultura e os grandes reptos que só a resiliência, capacidade de adaptação e muito trabalho dos produtores no terreno poderão transformar em oportunidades neste ano agrícola. A não perder, as opiniões da CAP, CONFAGRI, FENAREG, COTR, AJAP, ANPROMIS, CEPAAL, Lusomorango, ISA e Agroges.
Também em destaque neste número, o balanço da FIMA 2026, Feira Internacional de Maquinaria Agrícola que levou a Saragoça, em Espanha, perto de 188 mil visitantes e mais de 1.200 marcas expositoras de 35 países. A Agriterra foi Media Partner do evento e revela-lhe como inovação, sustentabilidade e renovação generacional são as premissas para a competitividade do setor. Por cá, associamo-nos, como habitualmente, ao Encontro Nacional de Produtores de Mirtilo, que leva a Inteligência Artificial em contexto agrícola a debate entre os produtores que acorrem ao evento em Santarém, nos dias 12 e 13 de março; e à AGRO BRAGA que, nesta edição que terá lugar de 26 a 29 de março, aposta na internacionalização.
De leitura obrigatória é a Grande Entrevista com Gonçalo Amorim, CEO da BGI, que discorre da biotecnologia à autonomia alimentar, passando pela resiliência dos sistemas agrícolas, economia circular, agricultura regenerativa, dependência nos fatores de produção e papel da inovação e do empreendedorismo (incluindo no feminino) no agroalimentar.
Não perca ainda os dossiers dedicados ao cultivo do olival e à agricultura digital que preparámos para si.
Boa leitura.