Este foi o enquadramento apresentado pela Federação Italiana de Fabricantes de Máquinas Agrícolas (FederUnacoma) durante a conferência de apresentação da EIMA International, a grande feira tecnológica do setor, que vai ter lugar em Bolonha, de 10 a 14 de novembro de 2026.
Os dados mais recentes confirmam a retração em vários mercados tradicionais. Os Estados Unidos devem encerrar o ano com uma quebra de 10% e cerca de 196 mil tratores vendidos – o resultado mais baixo dos últimos treze anos. Também se registam recuos significativos na Alemanha (-12,2%, aproximadamente 26 mil tratores), em França (-14%, cerca de 24 mil unidades até novembro) e no Reino Unido (-14,2%, 9 mil unidades).
Em contrapartida, observam-se sinais de recuperação no sul da Europa. Itália apresenta um crescimento de 17,3%, ultrapassando as 17.500 matrículas, enquanto Espanha regista um aumento de 21,8%, com cerca de 11 mil tratores matriculados. O grande protagonista continua, contudo, a ser a Índia, que atinge um novo máximo histórico, com 1,1 milhões de tratores vendidos – mais 20,9% do que em 2024 – consolidando-se como o maior mercado mundial em volume.
Este novo enquadramento antecipa uma reconfiguração da geografia do comércio mundial de máquinas agrícolas, prevendo-se um crescimento mais expressivo na África Subsaariana (+4,8%), na Ásia (+3,8%) e na América Latina (+2,9%). Paralelamente, os fabricantes chineses reforçam a sua posição, liderando o fornecimento na África Subsaariana e em vários mercados asiáticos, ao mesmo tempo que aumentam progressivamente a sua presença na Europa.