Perante os recentes fenómenos meteorológicos extremos que causaram danos catastróficos nos setores agrícola e florestal, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) alerta para a urgência de uma intervenção financeira do Estado que assegure apoio a todos os agricultores e produtores florestais afetados, independentemente das zonas declaradas em situação de calamidade.
Diante da dimensão da catástrofe, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) alerta que as verbas atualmente disponibilizadas pelos diferentes programas europeus são manifestamente insuficientes para responder às necessidades do país. A entidade considera urgente a mobilização de recursos financeiros do Estado português, através do Orçamento do Estado, para garantir uma resposta eficaz, solidária e abrangente.
Segundo a CAP, esta intervenção deve alcançar todos os agricultores e produtores florestais afetados, e não apenas aqueles cujas propriedades estão localizadas em áreas abrangidas pela declaração de situação de calamidade. “É imprescindível assegurar uma resposta financeira robusta que permita cumprir dois objetivos fundamentais: repor a capacidade produtiva, estratégica e indispensável para o país, e ressarcir os prejuízos sofridos pelos muitos milhares de agricultores e produtores florestais em todo o território nacional”, afirma a entidade.
A CAP já solicitou, com caráter de urgência, reuniões com o Governo e com os partidos com representação parlamentar, reforçando que a resposta à crise deve ser assumidamente nacional, baseada num compromisso político claro e na alocação plena e célere de recursos financeiros para proteger agricultores, produtores florestais e o futuro da produção nacional.