O congresso prevê reunir cerca de 900 participantes no CNEMA, a 11 e 12 de fevereiro, afirmando-se como um dos mais relevantes fóruns nacionais dedicados à agricultura.
Num ano em que se comemoram os 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), atual União Europeia, a ANPROMIS – Associação Nacional dos Produtores de Milho e Sorgo, em colaboração com a ANPOC – Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais e com a AOP – Associação de Orizicultores de Portugal, organiza o XVI Congresso Nacional do Milho, que integra igualmente o 2.º Encontro das Culturas Cerealíferas.
O evento, que terá lugar nos dias 11 e 12 de fevereiro de 2026, no CNEMA, em Santarém, pretende assinalar uma efeméride que marcou de forma definitiva o rumo do país, do ponto de vista económico, social e, em particular, da agricultura nacional. A iniciativa conta com o apoio institucional da Representação da Comissão Europeia em Portugal e com o Alto Patrocínio do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reunindo várias personalidades com muito conhecimento e experiência no âmbito das comemorações do 40.º aniversário da adesão de Portugal à CEE.
Defendendo que esta adesão, formalizada em 1986, representou “um ponto de viragem estrutural para o setor agrícola, com impactos profundos ao nível da modernização, do investimento, da produtividade e da integração nos mercados europeus”, a ANPROMIS acredita que “é extremamente importante que se faça este balanço relativamente aos impactos positivos e negativos que existem com a integração na União Europeia”, como destaca o seu presidente, Jorge Neves.
O congresso deverá reunir cerca de 900 participantes, entre agricultores, técnicos, investigadores, decisores políticos e representantes de organizações do setor, afirmando-se como um dos mais relevantes fóruns nacionais dedicados à agricultura.
“Num contexto marcado por desafios cada vez mais exigentes, tanto para os agricultores como para os produtores nacionais de cereais, a ANPROMIS, a ANPOC e a AOP decidiram unir esforços e criar dinâmicas colaborativas. Este compromisso conjunto tem permitido à fileira nacional dos cereais distinguir-se, mobilizando pessoas e promovendo iniciativas como nenhum outro setor”.
O programa do congresso está organizado em torno de grandes eixos estratégicos, com destaque para:
· A agricultura europeia, os acordos comerciais e a geopolítica mundial, analisando o posicionamento da União Europeia num contexto internacional cada vez mais exigente;
· Portugal: 40 anos de integração europeia, com uma reflexão multidisciplinar sobre os impactos da adesão à UE na economia, na sociedade e na agricultura;
· A produção de cereais em Portugal, debatendo caminhos para o aumento das áreas e dos rendimentos, bem como os constrangimentos estruturais do setor;
· O papel da Política Agrícola Comum (PAC) na coesão económica, social e territorial de uma União Europeia a 27;
· Os desafios técnicos da produção cerealífera, com enfoque no milho, no arroz e nos cereais praganosos, integrando contributos científicos e técnicos de referência.
O presidente da ANPROMIS destaca que “queremos que os agricultores saiam esclarecidos sobre a importância do acordo UE-Mercosul e o seu impacto nos diferentes setores”.
O XVI Congresso Nacional do Milho contará com a presença de representantes das instituições europeias, do Governo, do Parlamento Europeu, de organizações do setor agrícola, bem como de especialistas nacionais e internacionais, reforçando a dimensão estratégica e institucional do evento, que este ano decorre em paralelo com o 2.º Encontro das Culturas Cerealíferas.
Para Jorge Neves, este encontro “é uma demonstração de como o setor dos cereais está unido na defesa dos interesses destas culturas, nomeadamente milho, arroz e cereais praganosos”.
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