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Informação profissional para a agricultura portuguesa
Associação propõe soluções de curto e longo prazos

AJAP quer rever estratégia para os cereais em Portugal

05/07/2024

A Associação dos Jovens Agricultores de Portugal apela a uma atuação nesta campanha, com apoios suplementares devido aos preços pagos ao produtor. A médio e longo prazo a AJAP quer redefinir a estratégia nacional para o cultivo de cereais.

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A Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) acredita que a estratégia para os cereais em Portugal deve ser revista, ser realista e exequível, “sob pena de os agricultores continuarem a abandonar o seu cultivo”, acentuando-se o decréscimo nas áreas de produção, e o percentual para o autoaprovisionamento de cereais no país. Este deve ser ajustado “a números devidamente estruturados e assentes em medidas de políticas acordadas entre as principais forças políticas”.

A associação considera que deveria haver um esforço estratégico deste Governo e diz que no curto prazo, se deve atuar ainda nesta campanha, com apoios suplementares devido aos preços. No médio e longo prazo deve ser redefinida a estratégia para o cultivo de cereais em Portugal.

Os dados da associação revelam que os cereais em Portugal equivalem a 3,5% da produção agrícola nacional, representando o milho em grão a componente com maior peso na produção de cereais (56%), seguida do trigo (19%) e do arroz (16%).

Em termos regionais, na produção de cereais destaca-se a região do Alentejo (63%) depois a região Centro (22%), não se verificando grandes alterações desde 2005, com exceção para o milho, que no caso do Alentejo, por via do Alqueva, tem aumentado a área de cultivo. O Alentejo, em termos de área representa 95% do trigo duro nacional, 73% do trigo mole, 80% da aveia, 89% da cevada e 12% do total nacional da área de milho.

O preço estimado para esta campanha de 2024, para o trigo e cevada, pode vir a ser mais baixo do que antes da invasão Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, um cenário arrasador para os produtores, uma vez que todos os custos dos fatores de produção dispararam devido à inflação e à guerra.

“O choque inicial de aumentos foi brutal, mas o que é certo é que, aos dias de hoje, a média do aumento dos preços dos fatores de produção, nomeadamente os mais utilizados, ainda se cifra na casa dos 30%, falamos dos combustíveis, eletricidade, máquinas, fertilizantes, produtos fitofarmacêuticos, sementes e mão de obra”, explica a AJAP.

A AJAP entende que a Europa deve, obviamente, apoiar a Ucrânia, mas a entrada massiva de cereais daquela proveniência a baixo custo, também por via da diminuição de tarifas ou até mesmo a sua inexistência, não deveria afetar e agravar, como está a acontecer, a situação já de si débil, que os agricultores produtores de cereais europeus estão a atravessar.

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