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Preços dos produtos lácteos em Portugal refletem aumento brutal dos custos de produção

09/03/2023
Nos últimos dias tem sido amplamente divulgado nos meios de comunicação social o aumento dos preços dos bens alimentares essenciais em Portugal, a níveis superiores ao da inflação média mensal.
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Do ponto de vista do setor do leite e dos produtos lácteos, que a Fenalac representa, é fundamental esclarecer alguns detalhes:

  • Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023 o preço médio do leite ao produtor no continente aumentou para 0,58€/litro, representando uma variação de 60% (0.21€/litro).
  • Esta variação resulta do aumento brutal dos fatores de produção, os quais desde o início de 2021 tem crescido exponencialmente, nomeadamente a energia (60%), os alimentos para animais (58%) e os fertilizantes (200%), rúbricas que representam cerca de 90% dos custos operacionais da atividade.
  • Apenas a partir de abril de 2022 se iniciou a recuperação do preço do leite ao produtor, não obstante o crescimento dos custos de produção ter começado no princípio de 2021.
  • De acordo com o INE, o indicador de preço ao consumidor onde o leite está incluído estava em março de 2022 ao mesmo nível do ano de 2012 (10 anos de congelamento), tendo desde essa altura aumentado cerca de 31 % (Fonte IPC, INE, )
  • O crescimento do preço dos produtos lácteos ao consumidor reflete, por isso, o aumento de custos na fileira, desde a produção até à indústria e à distribuição.

A Fenalac, fez questão de assinalar "e saudar as recentes ações da ASAE" lamentando, no entanto, que nada tenha sido feito nos anteriores 10 anos de evidentes preços reduzidos dos produtos lácteos, denunciado o provável incumprimento da lei que proíbe vendas abaixo do preço de aquisição. Nesse período nada foi feito para defender o setor produtivo.

  • Cabe aos responsáveis governamentais a criação de condições que permitam atenuar os elevados preços dos alimentos, que apenas refletem o Brutal aumento de custos de produção.
  • Temos vindo apontar algumas soluções, que entendemos que devem ter uma ação concertada entre vários Ministérios do Governo, mas recusamos de todo que sejam os agricultores a suportar os efeitos diretos e indiretos da Guerra e da inflação.

“Acreditamos que há ainda um caminho que deve ser percorrido de forma a mitigar os efeitos dos brutais aumentos dos custos de produção. Os custos fixos associados à energia (gasóleo e eletricidade) e a isenção de IVA aplicável aos alimentos essenciais tal como sugere a ordem dos nutricionistas que subescrevemos”, declaram da associação.

O Presidente da Fenalac, Idalino Leão, afirma que “este é um setor vital para a economia nacional, que fez um enorme esforço para conseguir estes equilíbrios que visam a sustentabilidade económica da fileira”.

Para mais informações: helenabranquinho@confagri.pt | 968 137 417.

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