Fernando Carpinteiro Albino, agricultor, presidente da Carnalentejana e do Clube Português dos Cereais de Qualidade

“O caminho é valorizar a produção”

Entrevista: Emília Freire15/09/2020

“Se não apostarmos na valorização dos nossos produtos estamos em apuros”, defende Fernando Carpinteiro Albino, agricultor, e há muito dirigente de várias associações e agrupamentos ligados ao setor. “Não conseguimos competir pela quantidade, por isso, temos de competir pela qualidade, e qualidade nós conseguimos produzir”.

Defende, sempre defendeu, que Portugal deve definir áreas estratégicas, como os cereais – “importamos cerca de 90% dos cereais que consumimos”, uma fragilidade que a pandemia veio acentuar ainda mais. As raças autóctones são outra área “porque fixa populações e é a melhor maneira de evitar os incêndios” e salienta que devemos aproveitar o momento porque, na nova reforma da Política Agrícola Comum (PAC), “tudo aponta para que os Estados-membros tenham uma margem de manobra maior do que tinham até agora”.

foto

É forte adepto da organização da produção: “Se tivermos a comercialização concentrada é óbvio que vamos conseguir vender melhor os produtos (…)”. Mas lembra que “só começámos a organizar a produção em 1986… por isso, somos uns aprendizes do associativismo, algumas organizações francesas e italianas, por exemplo, têm quase um século ou mais”.

As suas explorações (a família gere cerca de 5.000ha) trabalham em produção integrada e diz que a produção biológica ainda não tem rendimento equivalente, devido aos elevados custos. Aos 76 anos, pratica agricultura de precisão, trabalhando com vários sistemas integrados e que lhe permitem verificar e resolver muita coisa com o smartphone “que é hoje uma ferramenta de trabalho indispensável”.

Aposta em rotações culturais e em práticas de economia circular, aplicando vários corretivos orgânicos e é entusiasta de uma agricultura diversificada: “Nunca fui adepto de regimes monoculturais e na minha experiência agrícola, que tenho desenvolvido, nunca foi defensor de se pôr os ovos todos no mesmo cesto”.

Preocupa-o o uso eficiente da água e a criação de emprego, apoiando as comunidades locais onde se inserem as explorações. “O Homem tem de ter cuidado com o seu futuro e com o futuro das pessoas que cá deixa”.

Quais são as principais áreas que a sua exploração tem hoje?

A Casa Agrícola da Torre do Frade explora hoje mais de 5.000 hectares, entre terrenos próprios e arrendados, onde se produz, por ordem de grandeza: cereais, ou seja, trigo mole e duro, cevada dística, triticale, sorgo e milho; criação extensiva de bovinos de Raça Alentejana em linha pura e os vinhos Torre do Frade e Virgo, “são os três ramos fundamentais da exploração”.

Os bovinos são vendidos através da Carnalenteja e os cereais são comercializados através de um agrupamento de produtores também aqui de Elvas, a Procereais, que entretanto, há dois anos, criou uma marca – 'Cereais do Alentejo' –, que está em franca expansão. Vendemos para o Continente e a Auchan, para o Pão de Cereais do Alentejo, temos também uma parceria com a Gleba, em Lisboa, e o trigo duro vendemos para a Nacional, para as massas de Cereais do Alentejo.

foto

Esse era um sonho seu de há muito: conseguir valorizar os nossos cereais…

Se não apostarmos na valorização dos nossos produtos estamos em apuros. Porque os cereais são commodities e os preços são mundiais e um País com baixas produções se não conseguir valorizar, através das organizações da produção, os seus próprios produtos e arranjar uma distinção de preços não conseguirá competir no mercado. Não conseguimos competir pela quantidade, por isso temos de competir pela qualidade, e qualidade nós conseguimos produzir. Porque fazemos ótimo pão com os nossos cereais. É por aqui que temos de ir: o caminho é valorizar a produção. Tem sido esse o apanágio da Carnalentejana. Em 1992, a raça bovina Alentejana estava em vias de extinção e hoje não está, porque conseguimos criar uma marca que a distingue das outras marcas pela qualidade e transparência, atestada pela certificação, que é fundamental para que o consumidor acredite na produção.

Tem havido agrupamentos que gerem outras raças autóctones a tentar ‘copiar’ o exemplo da Carnalentejana mas, até agora, ainda não conseguiram resultados idênticos... Porquê?

Nós fomos pioneiros e as coisas boas têm de ser copiadas, não é preciso inventar mas há muita falta de coesão dos produtores… o individualismo é um grande obstáculo. Se tivermos a comercialização concentrada é óbvio que vamos conseguir vender melhor os produtos, porque em vez de se estar a transacionar uma partida de 200 toneladas (ton.) de cereal, que não é nada, se tivermos lotes de 800 ou 1000 ton. conseguiremos competir com as importações. Se a produção não estiver organizada, é muito complicado.

Mas ao longo destes anos, muito tem melhorado…

Isso é evidente que as melhorias existem porque nem havia organizações de produtores. Não nos podemos esquecer que até 1986, à entrada na então Comunidade Económica Europeia (CEE), o regime era corporativo, em que o Estado é que vendia e os produtores limitavam-se a produzir… e, na prática, o mercado só abriu em 1992.

Em 1986, era ministro da Agricultura Álvaro Barreto, a CEE avisou que em Portugal não podia haver só um broker no mercado de cereais, que era a EPAC. Assim, em plena campanha dos cereais houve uma reunião no Ministério, era eu presidente da ANPOC, com os principais produtores e os principais industriais das moagens, foi a primeira vez que conhecemos os nossos compradores. E pouco tempo depois foi feita a primeira transação no mercado livre dos cereais, também aí fui pioneiro porque foi através de uma cooperativa de Campo Maior a que estava ligado, a Campagro, que saiu um contentor da Torre do Frade para uma moagem perto de Lisboa, os Moinhos de Santa Iria, onde é hoje a Granel.

Hoje existem cinco grandes, e boas, organizações de produtores de cereais, que são todas associadas da Anpoc–Cersul, Cooperativa de Beja e Brinches, a Cooperativa de Beringel, a Globalqueva e a Procereais – e que são quem comercializa a marca 'Cereais do Alentejo'.

foto

Mas, mesmo assim, os dados mostram que ainda só temos cerca de 25% da produção em Organizações de Produtores (OP's)…

Pois, lá está a origem histórica disto tudo, só começámos a organizar a produção em 1986… por isso, somos uns aprendizes do associativismo, algumas organizações francesas e italianas, por exemplo, têm quase um século ou mais.

Mas não nos podemos esquecer que com a II Guerra Mundial os países exportadores de cereais ficaram destruídos e Salazar teve de fazer a campanha dos cereais para matar a fome aos portugueses. As guerras acontecem e as pandemias acontecem, como vimos agora… e as sequelas serão enormes e vão demorar anos e anos.

Falando agora da política agrícola dos nossos tempos, defende que o Estado deveria definir setores estratégicos para a agricultura nacional?

A nova reforma da PAC ainda está em discussão mas tudo aponta para que os Estados-membros tenham uma margem de manobra maior do que tinham até agora.

Entendo que é indispensável os Estados-membros, e nomeadamente Portugal, poder defender que algumas áreas da sua produção sejam consideradas estratégicas, sempre defendi isso e penso que, neste momento, estão reunidas condições para serem criadas políticas que apoiem o desenvolvimento de alguns setores da economia nacional. E, tendo em conta agora os efeitos da Covid-19, o Governo tem de ter ainda mais cuidado com os bens que são essenciais para a sobrevivência da raça humana. Assim, considero que o Executivo anterior fez muito bem em avançar com a Estratégia Nacional para Promoção da Produção de Cereais, e que este Governo manteve, que tem em vista conseguir que o País produza 35% dos cereais que consome. Neste momento, importamos cerca de 90% dos cereais que consumimos. O que não se justifica quando temos condições para produzir, na maior parte das vezes, cereais de muito melhor qualidade que os que importamos.

foto

Além dos cereais considera que há mais alguns setores que deviam ser vistos como estratégicos?

Há, pelo menos, mais um setor que é o das raças autóctones, porque fixa populações e é a melhor maneira de evitar os incêndios, que têm vindo a aumentar de intensidade porque o interior do País está cada vez mais desertificado e a pecuária extensiva é fundamental para travar essa situação.

Se tivesse havido uma estratégia de valorização do interior do País, estas duas áreas – cereais e pecuária extensiva das raças autóctones – eram fundamentais. Assim como se deveria renovar um plano que tivemos durante oito anos, no tempo do Álvaro Barreto, que foi o Plano de Aumento dos Regadios Privados. Nessa altura construíram-se barragens e sistemas hídricos que irrigaram mais de 100 mil hectares, uma área quase igual à de Alqueva [120 mil hectares], que é um perímetro de rega coletivo. Nas minhas explorações fiz várias barragens e transformei cerca de 700ha de sequeiro em regadio.

Este aumento dos pequenos regadios era indispensável em muitas zonas do interior, não só para criar lagos para ajudar no combate aos incêndios, como para fazer a jusante dessas barragens alguns pequenos regadios para incentivar a produção e a criação de animais no regime extensivo.

Isto são estratégias que podem e devem ser adotadas com a nova reforma da PAC.

Sente que nos últimos anos o setor tem sido mais ouvido?

Sim, porque o setor fez-se ouvir. Na última crise a agricultura foi o único setor que cresceu e tinha sido menosprezado durante décadas. Por isso, é indispensável que esta nova reforma consiga repensar e avance com medidas para o desenvolvimento de áreas produtivas fundamentais para a agricultura portuguesa.

Tem havido alguma polémica em torno do crescimento exponencial das áreas de olival, e mais recentemente de amendoal superintensivo aqui no Alentejo. Qual é a sua opinião em relação a este aumento?

Nunca fui adepto de regimes monoculturais e na minha experiência agrícola, que tenho desenvolvido, nunca foi defensor de se "pôr os ovos todos no mesmo cesto", por isso nas nossas explorações a diversificação tem sido uma prática corrente. Além disso, temos de ter muita atenção no uso da água que é um bem essencial finito, temos de fazer um uso muito eficiente da água, e estas culturas precisam de muita água.

Para esse uso eficiente, à parte de todos os equipamentos que existem hoje para analisar humidade no solo, gerir os sistemas de rega etc. é fundamental uma boa drenagem do solo, não só para melhorar a qualidade da terra mas também para que haja uma melhor condução da água para as barragens ou para os aquíferos.

Outra questão é que essas culturas precisam de muito menos mão-de-obra, e há que apoiar também as comunidades locais, porque as pessoas precisam de trabalho na sua região.

Por exemplo, nós temos 60ha de vinha, e por decisão familiar, as uvas nas nossas vinhas são todas vindimadas à mão… porque entendemos que as uvas apanhadas à mão têm melhor qualidade que as apanhadas à máquina. Mas sabemos quanto custa a vindima à mão e à máquina e que podíamos poupar de 10 a 20 mil euros, só que decidimos distribuir esse dinheiro pelas pessoas da região que apanham as uvas da Torre do Frade. Porque estamos numa zona do País muito desertificada e se não fizermos nada no nosso dia-a-dia que tenha em conta a economia social e local o fosso entre o litoral e o interior vai-se acentuar cada vez mais. Dá-me gosto fazer todos os anos um almoço de vindima com cerca de 40 pessoas.

Convém sublinhar que não sou contra a mecanização da agricultura, sou adepto da Agricultura de Precisão, por exemplo as nossas ceifeiras debulhadoras têm todas equipamentos de precisão, mas penso que o Homem tem de ter cuidado com o seu futuro e com o futuro das pessoas que cá deixa.

foto

Fala-se cada vez mais de agricultura sustentável, produção integrada e modo de produção biológico. Qual deve ser o caminho?

Nós somos adeptos da produção integrada, todas as nossas produções estão no modo de produção integrada, mas para se dar o salto para o biológico tem de se ter muito cuidado por causa dos custos. Por que sai muito mais caro produzir um produto biológico que consequentemente provoca um aumento do preço do produto final e, até agora, ainda não tem havido uma diferença substancial na capacidade de colocarmos esses produtos a preços que nos permitam ter rendimentos iguais aos da produção integrada.

Mas toda a nossa produção é certificada por uma entidade independente, tanto no caso dos Cereais do Alentejo como na Carnalentejana.

Para garantir que está de acordo com o caderno de encargos…

Claro, mas até podemos dizer que as nossas vacas Alentejanas são verdadeiramente ‘vegans’, porque elas só comem em pastagens melhoradas ou semeadas – com sementes da Fertiprado com quem a Carnalentejana tem um protocolo e que também é um excelente exemplo de uma boa empresa aqui do interior – e no inverno são suplementadas com palha e feno. Já os novilhos e os vitelões andam a campo até aos 11 meses, mas têm de ser suplementados nos dois meses finais antes do abate para que a carne seja homogénea, com rações certificadas. A Carnalentejana é um agrupamento que reúne mais de 170 produtores. E esqueci de dizer que, no verão, as vacas comem também os restolhos, do trigo e da cevada, comem estes subprodutos dos cereais contribuindo para a sustentabilidade das empresas, porque assim não são necessários suplementos, é a chamada economia circular.

E pratica agricultura de conservação, não mobilização das terras, sementeira direta?

Fiz várias experiências e até fui dos primeiros, há mais de 30 anos, a importar um semeador de sementeira direta, mas o maneio das minhas explorações decorrente da pecuária extensiva, não se coaduna com a mobilização mínima. A agricultura de conservação adequa-se mais a terras que não tenham pecuária, porque em terras que são constantemente pisoteadas e comprimidas pelos animais, é mais complicado.

Temos tido bons resultados e boas produções com as mobilizações que fazemos e também com a aplicação de corretivos naturais nos solos. Há anos que aplico muitos estrumes orgânicos nas explorações, nomeadamente dos galináceos, porque são muito bons para a melhoria da matéria-orgânica das terras, em detrimento dos químicos. E esta também é uma forma de colaborar com um importante setor da nossa indústria da alimentação. Porque a humanidade não sobrevive só com a produção animal extensiva, tem de haver produção intensiva de aves, porcos, etc. e essa produção origina muitos dejetos que podem e devem ser usados pelos agricultores. E usamos também corretivos orgânicos, da Valnor, provenientes de resíduos produzidos pelo homem.

(volta a tocar o telemóvel e Fernando Carpinteiro Albino resolve uma situação na exploração ligada à produção de colza).

E além de tudo isto, outra prática fundamental é a rotação de culturas para se fazerem nomeadamente cereais, mas também outro tipo de culturas e já há cerca de quatro anos que nós fazemos colza, com contrato com a Sovena, para biodiesel. Uma maneira também de contribuir para a diminuição do uso dos combustíveis fósseis. Fazemos igualmente girassol, alhos e trevos, aqui em conjunto com a Fertiprado. E tudo isto, em rotação com os trigos e a cevada, porque limpa as terras e introduz mais matéria-orgânica e cria mais necessidade de mão-de-obra, gera emprego, mas claro que também dá mais trabalho.

foto

Ainda consegue gerir todo o trabalho da herdade?

Sim, com ajuda das pessoas e disto, do smartphone, que é hoje uma ferramenta de trabalho indispensável. Tenho grupos no Whatsapp com os colaboradores e com os parceiros, todos os cadernos de campo, com o apoio dos meus filhos temos as empresas agrícolas todas com Geofolia, os custos todos, está tudo aqui e tem de ser assim. E é a maneira também de interessar colaboradores mais jovens.

Temos de baixar custos de produção e, ao mesmo tempo, aumentar produtividades e só se consegue aplicando tudo em precisão e isso implica estar tudo coordenado.

Agora faz-se quase tudo à distância…

Nem tudo, não me considero um empresário agrícola sempre no escritório, a não ir ao campo e só a gerir a empresa agrícola… eu e a minha família somos todos empresários e agricultores, porque fazemos todos os trabalhos que fazem os nossos colaboradores. Faço muitas horas de trator e os meus filhos também, e faz-me bem à cabeça, andar sete ou oito horas em cima de um trator não me custa nada, os tratores hoje são tão cómodos como estar num escritório e grande parte dos meus tratores têm autotrack, não fazem tudo sozinhos, na volta final, mas ajudam imenso na precisão. O autotrack não é um preciosismo, é uma ferramenta de trabalho porque permite ao manobrador estar concentrado nas informações que tem na sua consola e verificar se está tudo bem, porque ele mantém o trator na linha, mas não quero que ande sozinho, vou ter sempre pessoas.

Tem quantos colaboradores fixos?

Não são muitos mas devem ser praticamente tantos homens como mulheres, ora… há seis mulheres que andam sempre nas vinhas e depois temos vários casais, ao todo são 11 mulheres e 12 homens, contando com os sócios.

Biografia de um agricultor-advogado

Nasceu em Elvas, em 1944, em casa, pelas mãos da “parteira Emília que naquele tempo nos tirava a todos cá para fora”, fez o 1º e 2º ano de liceu no Colégio Elvense e o resto do liceu já em Lisboa onde entrou depois para a Faculdade de Direito, porque apesar de o pai já ter ligação à agricultura “era um pequeno agricultor”.

Acabou o curso em 1971 e começou a trabalhar em Lisboa, tendo interrompido a carreira para fazer a recruta em Mafra. Casou nesse mesmo ano e a esposa é que tinha património agrícola, que “foi todo ocupado após o 25 de abril”.

Na altura da Revolução, “era adjunto jurídico do ministro da Defesa Nacional, Silva e Cunha, na Cova da Moura e depois Spínola, que era amigo da família, levou-me para a Presidência da República, onde fui adjunto jurídico até ao 28 de setembro”.

Por causa da ocupação, acabou por se especializar na ‘contra reforma-agrária’, tendo conseguido que “o património agrícola fosse devolvido à família e foi aí que comecei a ser agricultor, em 1979, faz agora 41 anos, mas continuei sempre a ser advogado”.

Embora mantenha o escritório de advocacia em Lisboa, especializou-se em questões agrícolas, “há mais de dez anos que sou praticamente só gestor do património agrícola da família, que entretanto foi crescendo, fizemos uma sociedade com os meus cunhados e comprámos mais terras”.

Ao longo dos anos foi dirigente de várias estruturas ligadas à agricultura: durante mais de 16 anos foi vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP); presidente da Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC) durante vários anos e, também durante mais de 16 anos, foi o representante de Portugal em Bruxelas para as Culturas Arvenses. “Entretanto criei a Carnalentejana, em 1992, e mais recentemente ajudei a lançar o Pão de Cereais do Alentejo”, com o Continente.

“Tenho a sorte de ter uma família muito unida e todos os meus filhos estão ligados à exploração agrícola familiar: o Bernardo, que além da advocacia também tirou pós-graduação em Viticultura e é o responsável pelas vinhas; o Gonçalo que trabalha comigo na Carnalentejana na parte comercial e é o responsável da parte sanitária das vacas e o Diogo, o mais novo, que trabalha connosco a full-time como responsável de marketing e venda dos vinhos. Quanto aos netos, todos eles vêm com frequência à Torre do Frade, onde cada filho tem a sua casa, e já estão também todos muito metidos na ‘coisa agrícola’, somos, por isso, uma exploração familiar com futuro”.

foto
20 Years Jaba traduçao técnica especializada 4.0Syngenta: confíe a sua cultura à experiència da marca líder no OlivalAgriterra Feria VirtualAgriterra FacebookAgriterra Twitter

Subscrever a nossa Newsletter

Password

Marcar todos

Autorizo o envio de newsletters e informações de interempresas.net

Autorizo o envio de comunicações de terceiros via interempresas.net

Li e aceito as condições do Aviso legal e da Política de Proteção de Dados

agriterra.pt

Agriterra - Informação para o agricultor de Portugal

Estatuto Editorial