52 VITICULTURA EM PORTUGAL Vinha de regadio versus vinha de sequeiro A agricultura, e mais precisamente a vinha, nem sempre teve o aspeto atual. Hoje muitos produtores utilizam tecnologia de ponta, como a irrigação gota a gota e o recurso a sensores, para definir o estado da videira por forma a potenciar a produtividade da cultura, mas, também, ser mais sustentável. No entanto há uma outra alternativa: a vinha de sequeiro. Uma vinha que não recebe 'ajuda' externa e que tem de sobreviver por si só. Tendo estas duas formas por base quais as grandes diferenças entre a vinha de sequeiro e de regadio e qual se adequa melhor à morfologia e clima português? Perante esta pergunta Jorge Cunha, do INIAV, é taxativo: a principal diferença está na possibilidade de gerir a intensidade do stress hídrico. “Em climas mediterrânicos a chuva está concentrada no outono-inverno, pelo que a intensidade do stress hídrico em vinha depende da reserva de água utilizável do solo, da distribuição da precipitação durante o ciclo vegetativo e da evapotranspiração de referência (ou procura atmosférica)”, explica, acrescentando que “estas variáveis, em algumas regiões, como por exemplo no Alentejo e no Douro Superior, Entre a seca extrema e momentos de chuva intensa os viticultores deparam-se com duas alternativas. Mas qual será a melhor dada a morfologia do país? Alexandra Costa
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