49 CULTIVO: MILHO CONCLUSÕES DO 12° COLÓQUIO NACIONAL DO MILHO 1. A agricultura é fundamental para o país, como elemento de coesão territorial, com especial destaque para o regadio. Um estudo elaborado pela Agro.Ges permite averiguar que os territórios onde é possível praticar uma agricultura de regadio têm melhor taxa de empregabilidade, criam empregos mais qualificados e têm menor despovoamento e desertificação. 2.. O solo é um fator essencial para um bom desenvolvimento da cultura do milho. É preciso conhecer as características do solo para saber quando se deve fazer o aporte de cada nutriente. Ao nível da biologia, devem ser escolhidas sementes de qualidade e com ciclos adaptados a cada região. 3. Uma silagem de elevada qualidade tem impacto no leite que será produzido. A obtenção de uma silagem de qualidade está relacionada com questões agronómicas e com a época de colheita. O processo fermentativo é também essencial para que não se perca a qualidade obtida no campo. Devem ser potenciados microrganismos que impedem aqueles que são indesejáveis. 4. A crescente saída de substâncias ativas está a criar um problema de competitividade técnica e económica aos produtores europeus de milho face, por exemplo, ao Mercosul. Não é compreensível que das 178 matérias ativas que são autorizadas no Brasil e na Argentina, para a proteção do milho, apenas 92 sejam permitidas na União Europeia (52%). 5. Os produtores europeus têm de ter as mesmas condições de produção dos seus colegas de outras latitudes, como são exemplo a utilização dos drones ou das novas técnicas genómicas (NTG). 6. Para termos autonomia estratégica, temos de ter soberania alimentar. Num contexto de crescente instabilidade e imprevisibilidade geopolítica, a soberania alimentar, a par da Defesa, constitui, para os países europeus, um desígnio estratégico. Cabe, a cada um dos estados-membros, tomar as devidas medidas para que este objetivo estratégico passe a constituir uma verdadeira prioridade. 7. Face à menor competitividade económica dos produtores europeus de milho a Comissão Europeia deve alterar o sistema de cálculo dos direitos de importação de milho de países terceiros, cujo método e valor foram definidos nos anos 2000. 8. A Estratégia +Cereais vai ser convertida em resolução de Conselho de Ministros. A nova Estratégia tem como objetivo melhorar o rendimento e a produtividade dos agricultores, por forma a diminuir as importações. 9. A estratégia ‘Água que Une’ constitui para os agricultores de regadio uma esperança, mas também a certeza de que não podemos desaproveitar esta ‘última’ oportunidade em que temos um Governo alinhado com este desígnio. 10. O 12.° Colóquio Nacional do Milho, e a grande dinâmica criada em seu torno, reconhecem a importância que as associações e as organizações de produtores desempenham no modelo agrícola nacional pois, claramente, junto somos e seremos muito mais fortes. Fonte: ANPROMIS explorações agrícolas e agropecuárias dos produtores de milho para grão e para silagem (como nas organizações de produtores de cereais associadas da ANPROMIS), com vista a contribuir para um maior envolvimento entre as escolas profissionais agrícolas e o mundo empresarial, que a associação representa. Como sublinhou, na sessão de encerramento do evento, Emília Cerqueira, presidente da Comissão de Agricultura e Pescas, “estruturas como a ANPROMIS são fundamentais ao nível do desenvolvimento”. E são-no, na opinião do ministro da Agricultura, pelo seu “trabalho notável de investigação, formação e transferência do conhecimento”. n A ANPROMIS assinou um protocolo de colaboração com a APEPA para a realização de estágios em contexto de trabalho
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