46 CULTIVO: MILHO 12° Colóquio Nacional do Milho: “autonomia estratégica é prioritária” As temáticas do regadio, desenvolvimento do território, novas técnicas de produção, desafios geopolíticos e sustentabilidade na fileira do milho em Portugal marcaram o debate recente entre os maiores especialistas do setor. Em colaboração com a ANPROMIS apresentamos-lhe, neste Especial, as conclusões finais do 12.°Colóquio Nacional do Milho, realizado em fevereiro na Figueira da Foz. O 12.° Colóquio Nacional do Milho reuniu no dia 11 de fevereiro, no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, cerca de 500 participantes de todo o país, entre académicos, agricultores, políticos e estudantes. Em debate estiveram os principais desafios da fileira do milho em Portugal. Nas palavras do Presidente da ANPROMIS, Jorge Neves, o Vale do Mondego “é um claro exemplo onde a agricultura tem um papel fundamental para a coesão do território”, razão da escolha desta região para a realização do evento, que serviu também “para homenagear os agricultores locais pela sua resiliência”. Analisando a dinâmica do milho em todo o país, Pedro Pimenta, presidente da Cooperativa Agrícola de Coimbra, sublinhou que no Mondego a cultura deste cereal se faz “de forma constante, sem abandonos de área”. Como concluiu, já na sessão de encerramento, o ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, é necessário reforçar o aprovisionamento de cereais numa área que é estratégica para o país, e trabalhar para uma autonomia estratégica da União Europeia (UE). A IMPORTÂNCIA DA AGRICULTURA NO DESENVOLVIMENTO E NA COESÃO DO TERRITÓRIO O primeiro painel do 12.°Colóquio Nacional do Milho colocou em destaque o regadio como elemento importante para a agricultura e, consequentemente, para a coesão do território. Francisco Gomes da Silva apresentou um estudo da AgroGes no qual se conclui que o coeficiente de correlação entre a presença de regadio e o desenvolvimento do território é muito elevado. Nos territórios onde o regadio está presente, é possível verificar que a população cresceu, que o nível de qualificação profissional é superior ao de outras regiões do interior do país, e que o poder de compra é mais elevado. “A agricultura é um
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