CULTIVO: MILHO | OPINIÃO 45 cia, agravada pelo facto de as duas nossas principais origens de importações (Ucrânia e Brasil) se encontrarem perante enormes desafios geoestratégicos, que tenderão a acautelar, em prejuízo das relações comerciais atuais. Conseguiremos mitigar esta circunstância? Longe de nós sonharmos com uma autossuficiência em abastecimento de milho em Portugal. No entanto, existem mecanismos ao nosso alcance que poderão estancar e até inverter a perigosa trajetória de redução de áreas de produção de milho a que temos vindo a assistir nos últimos anos. Portugal é dos países onde a tecnologia aplicada nesta cultura mais fortemente se tem sentido nas produtividades alcançadas. Temos, seguramente, os produtores de milho mais evoluídos do mundo! Neste momento, a prioridade será garantir, e repor, o rendimento dos produtores de milho. Estamos convictos que a Estratégia +Cereais, recentemente elaborada pelo GPP, terá um contributo assinalável para esse desígnio. Só assim conseguiremos assegurar a manutenção de áreas que ajudem a minimizar o elevado risco de dependência externa a que estamos atualmente expostos. A implementação da estratégia 'Água que Une' será, seguramente, uma garantia acrescida de abastecimento de água para as culturas de regadio em Portugal. De acordo com um recente estudo apresentado pela AgroGes no 12.°Colóquio do Milho, existe em Portugal uma correlação quase perfeita entre os concelhos onde existe agricultura de regadio e os respetivos indicadores de desenvolvimento económico. Esta é uma ótima base de partida para quem ainda não está convencido da importância da agricultura no desenvolvimento económico e na coesão territorial do País! É tempo de decisões, porque os dias de calma já foram… n
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