35 MERCADO: CEREAIS Na sua opinião, a transformação de cereais para a alimentação humana (gritz) tem ganho, nos últimos anos, destaque face a outras utilizações, o que se deve, em grande parte, “não só à reconhecida qualidade dos cereais produzidos em Portugal, como também à implementação de padrões rigorosos de controlo de qualidade”. A inovação tecnológica “é, sem dúvida, um fator determinante para o futuro do mercado de cereais”, com a adoção de tecnologias de agricultura de precisão e o melhoramento genético de sementes a transformarem “a eficiência e a produtividade das nossas searas”, afirma o secretário-geral da ANPROMIS. Estas inovações “não só aumentam a produção, como também reduzem o impacto ambiental, o que é fundamental para a sustentabilidade a longo prazo”, sublinha ainda. Porém, “há desafios significativos que não podem ser ignorados”, reitera Tiago Silva Pinto: “a volatilidade dos preços dos cereais no mercado internacional, as incertezas quanto à geopolítica mundial, as constantes mudanças nas políticas agrícolas europeias e a necessidade de adaptação às novas regulamentações ambientais” são disso exemplo. Mesmo neste contexto de incerteza o responsável da ANPROMIS afirma-se otimista quanto ao futuro do mercado de cereais em Portugal: “com a colaboração contínua entre produtores, investigadores e legisladores acredito que podemos superar estes obstáculos e garantir um crescimento sustentável e próspero para o setor agrícola”. Afinal, “o mercado de cereais está num ponto crítico de transformação, muito condicionado pela geopolítica mundial, onde as oportunidades e os desafios coexistem”, conclui. É, pois, “essencial que continuemos a investir em inovação, a promover práticas sustentáveis e a fortalecer as redes de comércio nacional e internacional para garantir que o setor não só sobreviva, mas floresça nas próximas décadas”. Neste sentido, a estratégia ‘+ Cereais’ constitui “um importante instrumento de política agrícola que se revela fundamental para alcançar o necessário aumento da produção de milho em Portugal”, conclui o secretário-geral da ANPROMIS. n
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