34 MERCADO: CEREAIS AJUDAS NO SETOR DO MILHO FUNDAMENTAIS PARA SOBERANIA ALIMENTAR DA EUROPA A exploração média de um produtor de milho no Mondego “não ultrapassa os dez hectares”, e o rendimento desta atividade agrícola “é visto como um complemento ao agregado familiar”, com muitos agricultores a desenvolverem as suas operações culturais do milho nos seus tempos livres. Perante esta especificidade da região, e como contextualiza Pedro Pimenta, presidente da Cooperativa Agrícola de Coimbra, “o trabalho e a confiança dos agricultores nas suas organizações de produtores, como a Cooperativa de Coimbra, são fundamentais não só no apoio técnico permanente na preparação, instalação e desenvolvimento da cultura, como em toda a logística de colheita, secagem, armazenagem, expedição e negociação conjunta do milho grão dos seus associados”. rar as prioridades das nações e dos seus continentes”, esclarece. “Os desafios serão enormes e devem fazer- -nos refletir sobre a PAC que queremos hoje numa Europa em guerra”. A este propósito o presidente da Cooperativa Agrícola de Coimbra alerta ainda que “os ideais, ambições e metas a atingir, gizados nos últimos cinco anos, não serão certamente os mesmos perante as circunstâncias de hoje”, apelando a que “haja coragem política para assumir que as ajudas ao rendimento ligado à produção de alimento e criação de emprego em setores como o milho e outros, que dinamizam a economia local, que exportam, são fundamentais na soberania alimentar da Europa”. Recentrar a imagem do ‘agricultor jardineiro paisagístico’ dos últimos anos na do ‘agricultor produtor de comida’ “será o inevitável caminho”, acredita Pedro Pimenta. A outra certeza do diretor da ANPROMIS “é que os agricultores não deixarão de semear os seus terrenos para produzir alimento, isso é uma garantia que o consumidor pode ter”. E neste cenário, o milho é “a cultura onde a inovação tecnológica tem tido maior visibilidade, sempre numa ótica de sustentabilidade económica, social e ambiental”, defende. “Os desafios serão enormes e devem fazer-nos refletir sobre a PAC que queremos hoje numa Europa em guerra” Pedro Pimenta, Presidente da Cooperativa Agrícola de Coimbra. Resistindo à tentação de fazer o balanço do ano em comparação com o anterior, “e apesar da campanha de 2024 não ter sido positiva, muito por culpa de uma praga (‘nanismo’) que nos retirou cerca de 15% de produtividade", Pedro Pimenta observa que, "se olharmos ao conjunto das últimas três campanhas de colheita de milho, podemos dizer que, em média, foram positivas”. “No seio da incerteza em que se vive neste ‘planeta’, julgo que ninguém se atreve a adivinhar” as perspetivas para 2025, comenta o também vice-presidente da CAP e diretor da ANPROMIS. “Mas existem certezas”. Uma das quais “é que vivemos noutra era, onde as nações belicistas e as guerras comercias irão reconfiguA estratégia ‘+ Cereais’ é um instrumento de política agrícola fundamental para aumentar a produção sustentável do setor em Portugal.
RkJQdWJsaXNoZXIy Njg1MjYx