24 MERCADO: CEREAIS TRUMP E CLIMA TRAZEM INCERTEZA A MERCADOS MOVIDOS AO RITMO DAS MANCHETES Com a reeleição de Donald Trump e os riscos climáticos que afetam várias regiões produtoras em todo o mundo o equilíbrio global dos mercados de cereais e oleaginosas foi perturbado, aumentando a volatilidade dos preços. No caso do trigo, as perdas de produção dos principais exportadores na safra 2024/25 levaram a uma queda nos stocks finais, deixando pouca margem para contingências na nova colheita. Quanto ao milho, o relatório de janeiro do USDA revelou uma quebra na produção dos EUA que preocupa os operadores, e o de fevereiro reduziu as colheitas de milho na Argentina e no Brasil, afetadas pelo mau tempo. Para já, a procura de cereais não evolui, com alguns importadores relevantes com boas colheitas e a China a importar baixas quantidades de trigo e milho. E isto não é tudo. Estamos num mercado que compra e vende títulos de notícias, fortemente impulsionadas pelas tensões comerciais de Trump com a China, México e Canadá. Irá a UE ativar a tarifa sobre o milho dos EUA a 1 de abril de 2025 como punição pela imposição de tarifas sobre o nosso aço e alumínio? Também a resolução ou não do conflito na Ucrânia aumenta a incerteza nos mercados, uma vez que estes países desempenham um papel crucial no comércio mundial de cereais. O risco e a volatilidade estão no ar, num mercado que se move ao ritmo das manchetes dos jornais. Mercedes Ruiz e Diane de Kersaint
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