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Revista Agriterra foi media partner e participou no certame com stand próprio

“Agroglobal 2021 foi um sucesso”, garantem empresas

Redação Agriterra13/09/2021

É unânime: todas as empresas com quem a Agriterra falou na Agroglobal consideram que o certame voltou a ser um sucesso. A feira das Grandes Culturas ficou marcada pelo anúncio, no último dia (9 de setembro), de que a gestão passa agora, 12 anos depois, para as mãos do Centro Nacional de Exposições (CNEMA).

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Pelos campos de Valada do Ribatejo, viveram-se grandes emoções e reencontros entre 7 e 9 de setembro. O regresso de uma das grandes feiras do setor agrícola nacional era aguardado com muita expectativa, sobretudo após quase dois anos de pandemia.

A grande notícia do certame foi deixada para o fim, no encerramento, pelas vozes de Joaquim Pedro Torres e Manuel Paim, os mentores que trouxeram a Agroglobal para Porto de Muge, no Cartaxo, em 2009.

Subiram ambos ao palco do Auditório Armando Sevinate Pinto, em conjunto com Eduardo Oliveira e Sousa e Luís Mira, administradores do CNEMA, para anunciar que a Agroglobal passará a ser organizada pelo CNEMA.

Luís Mira, administrador do CNEMA, assegurou à Agriterra: “vamos fazer uma feira com este espírito, uma feira empresarial, com envolvimento das empresas e estritamente profissional, de três dias e durante a semana”. “O nosso desafio é realizar dois eventos [a Feira Nacional da Agricultura e a Agroglobal]. Vamos criar uma equipa específica para este evento e outra para a FNA e só assim é que eles poderão crescer os dois”, adiantou.

O administrador do CNEMA disse também que a FNA se mantém um evento anual e a Agroglobal de dois em dois anos: “Não vamos mexer em nada, funciona bem”.

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Sessão de encerramento da Agroglobal 2021, onde foi anunciada a mudança de gestão da Feira para o CNEMA.

Ministra anuncia a abertura dos primeiros avisos no âmbito do PRR e Portal Único da Agricultura

Maria do Céu Antunes apresentou a 9 de setembro, na Agroglobal, a abertura dos primeiros Avisos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com vista à 'Mitigação das Alterações climáticas' e à 'Adaptação às alterações climáticas'.
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Do pacote do Plano de Recuperação e Resiliência para a Agricultura, 12 milhões estão destinados a projetos estruturantes, com destaque para o Portal Único da Agricultura.

O anúncio foi feito durante a sessão de encerramento da cerimónia 'Terra Futura – A Inovação a Acontecer'. Maria do Céu Antunes explicou que “o Ministério da Agricultura vai investir 93 milhões de euros para implementar a Agenda 'Terra Futura', inscritos no PRR, ambicionando garantir a transição ecológica, climática e digital. Estes Avisos são dois exemplos práticos de um conjunto de várias medidas de políticas públicas que temos planeadas, no sentido de ir ao encontro destes objetivos”.

Do pacote do Plano de Recuperação e Resiliência para a Agricultura, 12 milhões estão destinados a projetos estruturantes, com destaque para o Portal Único da Agricultura, também lançado na Agroglobal.

Este Portal – agricultura.gov.pt – pretende simplificar a relação dos produtores e agricultores com o Ministério da Agricultura, oferecendo-lhes “uma porta de entrada única para todos os organismos desta área governativa, disponibilizando as ferramentas essenciais, desde informações sobre os Avisos disponíveis, aos formulários necessários para se candidatarem aos mesmos, passando por toda a informação relativa à sua atividade".

"O portal tem um processo evolutivo e vai permitir, a cada agricultor, ter uma visão de 360º sobre a sua atividade e aceder a instrumentos de apoio à tomada de decisão”, referiu. O Ministério da Agricultura vai, ainda, disponibilizar cerca de 45 milhões de euros para promover Iniciativas I&D, “para que sejam constituídos consórcios entre a comunidade científica, os agentes económicos e os agentes do território. Pretende-se que estes consórcios encontrem soluções para os problemas identificados no setor, procurando responder ao modelo de sustentabilidade que se impõe”, explicou Maria do Céu Antunes.

A governante adiantou ainda que o Ministério da Agricultura vai também investir 36 milhões de euros para a revitalização da Rede de Inovação, com a renovação e modernização de 24 Polos, com o objetivo de desenvolver iniciativas de inovação no setor agrícola de forma regionalizada por todo o território do continente.

A ministra sublinhou que todas estas medidas materializam a Agenda de Inovação 'Terra Futura', apresentada há um ano, na AgroGlobal. Um roteiro para a década, que procura responder aos grandes desafios do setor agroalimentar, refletindo a aposta no reforço da sustentabilidade.

As empresas, novos produtos e soluções

Foram muitas as inovações e soluções apresentadas na Agroglobal, por quase 500 empresas participantes. Destacamos apenas algumas, entre centenas delas apresentadas no evento (leia todos os testemunhos, na íntegra, na reportagem da próxima edição impressa da Agriterra).

A Hubel Verde, empresa competitiva ao nível da nutrição de plantas e também na fitossanidade, marcou presença no certame com João Caço, Diretor Executivo, a destacar que uma das grandes prioridades da empresa passa por “apostar cada vez mais na assessoria de campo e no acompanhamento aos produtores”. A Hubel está neste momento a apostar nos adubos líquidos, mais concretamente na linha própria BLUDIAMOND, direcionada para a fertirrega e sólidos. Tratam-se de adubos diferenciadores por possuírem sempre incorporada matéria orgânica na forma de nano carbono, que ajuda a melhorar o solo e a planta na assimilação dos nutrientes.

João Caço destacou ainda as soluções da Hubel centradas nas micorrizas (bactérias de solo solubilizadoras de fósforo e fixadoras de azoto, bactérias simbióticas de fixação de azoto ao nível foliar) e que ajudam as culturas a absorver melhor os nutrientes.

Já a EntoGreen, uma marca da Ingredient Odyssey SA, focada na economia circular no setor agroalimentar, apresentou na Agroglobal o projeto ‘Olival Circular’, que através do uso de insetos como ferramenta de bioconversão vai transformar um subproduto do olival, neste caso o bagaço de azeitona, em fertilizante orgânico para os solos, mas também em óleos e proteínas para a alimentação animal.

“Pegamos num subproduto que muitas vezes é um risco ambiental, transformando-o num fertilizante orgânico que pode voltar novamente para os campos dos olivais, contribuindo para a biodiversidade dos solos, para a manutenção de água e para a fertilidade”, afirmou Daniel Murta, CEO da Ingredient Odyssey SA.

Alinhado com a estratégia de manutenção e conservação do solo, o Nutrimais lançou na Agroglobal quatro novos produtos para o mercado agrícola: três substratos orgânicos e um vermicomposto.

Os substratos orgânicos Nutrimais são produzidos utilizando matérias-primas de qualidade e sustentáveis, onde se destaca o Corretivo Agrícola Orgânico 100% natural Nutrimais. Numa primeira fase será comercializado em embalagens de 40 litros e 3 fórmulas desenhadas para usos generalizados ou específicos:

  • universal – para todo o tipo de plantas, uma fórmula que garante boa drenagem, suprime necessidade de fertilização inicial e melhora a saúde das plantas;
  • hortícolas – fórmula dedicada à produção de vegetais, com alto teor de matéria orgânica, que garante um bom desenvolvimento das plantas e frutos;
  • e aromáticas– especialmente concebido para o crescimento de sementes, mudas e plantas aromáticas, permitindo uma excelente drenagem, mantendo a humidade correta para o desenvolvimento de plantas como o alecrim, os orégãos ou alfazemas, entre outros.
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Novas soluções Nutrimais lançadas na Agroglobal.

Fernando Leite, administrador-Delegado da Lipor, realçou que a Agroglobal “é a feira certa para promover os novos produtos da Nutrimais“ e, “sem dúvida, valeu a pena. Foi um sucesso”.

A ADP Fertilizantes contou nesta edição de 2021 com cinco campos demonstrativos de diversas culturas - batata, cenoura, tomate, milho silagem e milho grão -, onde as mais recentes tecnologias da empresa serão aplicadas, de forma a mostrar o seu funcionamento em campo.

Entre elas, destaque para o produto Nutrifluid IMPULSE, com tecnologia eON, que funciona como um impulsor energético, permitindo que se melhore as respostas da planta, reduzindo a necessidade de energia, a linha NERGETIC Dynamic, com tecnologia DUO PRO, que minimiza as perdas dos nutrientes por lixiviação sem impedir que os mesmos sejam disponibilizados de imediato para as plantas; e, por fim, a linha PLUSMASTER, com a tecnologia AntiOX, um dos produtos chave da ADP.

“A ADP Fertilizantes participa desde sempre na Agroglobal, independentemente do seu formato. Além de se tratar de um evento de grande importância, é, também, um veículo que nos permite apresentar as nossas novidades”, sublinhou António Santana Fernandes, Diretor Comercial da ADP Fertilizantes.

A revista Agriterra esteve à conversa com António Gastão Rodrigues, um dos sócios e administrador da Magos Irrigation Systems, no stand da empresa na Agroglobal, onde o responsável fez um balanço “positivo” da campanha de primavera-verão e das culturas hortícolas, de melão e melancia, concretamente.

A Magos conta, essencialmente, com duas grandes áreas de atividade: a venda de fatores de produção e a instalação de projetos de rega.

Gastão Rodrigues salientou que, neste momento, ambas as áreas “estão dentro das expectativas” previstas, a nível de balanço, sobretudo, porque a empresa atuou atempadamente, antecipando também alguns problemas de logística provocados pela pandemia.

Representante exclusivo da Rivulis (numa parceria que já dura há 30 anos), Gastão Rodrigues anunciou que, entre as novidades da próxima campanha, está a aposta numa fita de rega com repelente de insetos.

Também a Timac Agro esteve no certame onde aproveitou para lançar, a 7 de setembro, uma nova geração de estimulantes, com o objetivo de responder às alterações climáticas. A gama “ADN” surge como mais uma solução para os efeitos dos fenómenos extremos que, cada vez mais, alteram os ciclos de produção das culturas e apresentam consequências lesivas no setor agrícola.

A nova família de bioestimulantes ADN ramifica-se em cinco gamas com diferentes objetivos: Kaoris para a remodelação celular, Genaktis para a performance genética, Seactiv para menos stress da planta, Irys para uma nutrição estimulada e Astelis para a nutrição bioativada dos cereais, cumprindo o propósito de estimular naturalmente as plantas e de reforçar a expressão do potencial genético, regulando e otimizando a expressão de alguns genes.

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Stand da Syngenta.

“A edição de 2021 da Agroglobal superou todas as expectativas, pela elevada adesão de expositores e visitantes. Foram três dias de intenso intercâmbio de conhecimento, aprendizagem e convívio, decorridos com todas as condições de segurança exigidas pelo contexto pandémico”, salienta a Syngenta, que participa no certame desde a sua primeira edição, em 2009, então designada Feira do Milho.

António Howorth, campaign specialist da Syngenta, salientou à Agriterra que “na Agroglobal a Syngenta tinha vários campos de ensaio de milho, para mostrar a eficácia dos seus herbicidas, nomeadamente do Camix, E também das suas variedades de sementes”. Destacou ainda as faixas de misturas biodiversas da Operation Pollinator, que a empresa vai começar a comercializar em breve, depois de diversos ensaios em vários produtores e culturas, “uma vez que o interesse tem sido muito grande”.

Também a Imper Regas esteve presente no certame e em declarações à Agriterra, José Alexandre Caeiro, gestor da empresa, salientou que na feira apresentaram o novo quadro digital que trabalha com inteligência artificial e que concilia a informação com as estações meteorológicas e sondas de humidade, fazendo ele próprio a previsão de necessidades de rega dia-a-dia. O quadro foi desenvolvido por uma startup nacional e “a Imper Regas teve uma excelente aceitação deste produto, tendo já vendido perto de 40 equipamentos, que começarão a ser entregues em breve”.

Madalena Miguel, country manager da Nufarm, que está a comemorar 20 anos em Portugal, realçou a aposta da marca em novas Soluções Técnicas e na Estratégia 3.1 - centrada no Compromisso, Sustentabilidade e Sentido de Missão. “Estas soluções técnicas implicam novas formulações dos produtos com menos substância ativa mas a mesma eficácia”, disse.

BPI lançou 10ª edição do Prémio Nacional de Agricultura na Agroglobal

Foram várias também as instituições financeiras que estiveram em Valada do Ribatejo, apresentando as suas soluções de financiamento para as áreas agrícola e agroalimentar.

Destaque para o BPI que lançou na Agroglobal a 10.ª edição do Prémio Nacional de Agricultura, cujas candidaturas já estão abertas, aqui.

O evento de lançamento teve lugar a 8 de setembro e contou com a presença de Maria do Céu Antunes, ministra da Agricultura, que salientou a importância desta iniciativa para fomentar o empreendedorismo e trazer jovens para a agricultura portuguesa, valorizando a atividade agrícola como fator determinante da recuperação económica e do bem-estar social.

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João Pedro Oliveira e Costa, Presidente Executivo do BPI, apontou a digitalização como uma solução óbvia para assegurar a transição para a sustentabilidade e a manutenção dos mais elevados padrões de segurança alimentar. Nesse contexto, João Pedro Oliveira e Costa considera fundamental criar as condições certas para aumentar a sua competitividade, fixar mão-de-obra altamente qualificada e fomentar a inovação e o desenvolvimento de centros de competências especializados.

Recorde-se que o Prémio Nacional de Agricultura foi criado com o objetivo de premiar os agricultores e as empresas portuguesas que se distingam como casos de sucesso no setor da agricultura em Portugal. Pedro Barreto, Administrador do BPI, fez um balanço muito positivo desta parceria de 10 anos que, desde o início, já recebeu cerca de 7500 candidaturas e atribuiu cerca de 130 prémios e menções honrosas.

Leia a reportagem completa sobre a Agroglobal 2021 na edição impressa n.º 5 da Revista Agriterra. 

Agriterra moderou conferências

Das inúmeras conferências que tiveram lugar no certame, destaque para duas delas, moderadas pela jornalista da Agriterra, Emília Freire.

Uma dedicada ao mercado mundial de matérias-primas, organizada pela Anpromis e pela Anpoc, e outra, organizada pela Agro.ges sobre a economia e a sustentabilidade ambiental’.

Recorde-se que esta última conferência foi antecedida do lançamento do livro ‘A Agricultura Portuguesa: Desafio para o futuro, do Professor Francisco Avillez.

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Emília Freire, jornalista da Agriterra, durante a moderação da conferência sobre o mercado mundial de matérias-primas.

Veja também algumas das melhores imagens da Agroglobal 2021.

ADP FertilizantesInvestBragaChaparro Agrícola e Industrial, S.L.Agrogarante - Sociedade de Garantia Mútua, S.A.Jaba: tradução 4.0

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